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Elisandra Rizzo - Psicóloga

Vamos falar sobre LUTO?

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LutoSim, eu sei que é um assunto que ninguém gosta de falar e muitos de nós passamos a vida toda evitando falar sobre isso. Mas não falar sobre a morte não faz com que a evitemos. Quando a hora chegar, ela virá e falar sobre isso, vai ajudar no processo de elaboração.

Na psicologia, quando falamos em luto, não falamos apenas em morte. Podemos entrar nas fases do luto pelo término de um relacionamento, quando perdemos um emprego, quando mudamos de escola e deixamos todos os amigos na antiga, quando mudamos de cidade.

Uma mãe muito apegada a seus filhos pode entrar nesse processo também, quando um filho cresce e sai de casa, para estudar ou casar.

Existe uma maneira correta, ou esperada de lidar com as perdas?
Não, não existe uma fórmula mágica para lidar com a situação, já que o processo do luto é  muito particular e varia de pessoa para pessoa. O que entendemos é que lidar com a dor da perda ou da mudança é muito importante.

Como saber se esse não é um luto normal?
Na verdade, não existe um tempo certo para superar a perda de alguém, isso depende de cada pessoa e do modo como ela enfrenta e aceita a situação. Para alguns pode demorar dias ou meses, para outros, anos. O primeiro ano após a perda, geralmente é o mais difícil, porque é nesse ano que as comemorações ocorrerão pela primeira vez sem a pessoa.

Porém, isso não significa que em um ano a pessoa tenha de superar a morte e nem que não possa superar antes desse tempo, por essa razão entendemos que um processo de luto será bem sucedido e finalizado quando a pessoa consegue superar a perda e seguir em frente. Não é que a pessoa vai esquecer a outra, já que tanto as lembranças, quanto a falta da pessoa sempre continuarão a existir, mas essa perda não vai mais ocupar um lugar de destaque em sua vida. Mas se mesmo depois de um certo tempo a pessoa ainda não consegue retomar sua vida, não sai da cama, só chora, não quer comer, nem cuidar das outras pessoas da família, não consegue trabalhar, podemos pensar que está num processo de luto patológico e que precisa de ajuda especializada.

Se você estiver passando por esse momento ou conhece alguém que esteja e percebe que a pessoa está com dificuldade na elaboração do luto, preste atenção em alguns sinais. É normal chorar, não querer sair da cama, perder a fome por alguns dias. Mas passar vários dias sem sequer um sinal de melhora, é um quadro mais preocupante.

As cinco fases do luto
A psiquiatra Elizabeth Kubler-Ross, entende que passamos por até cinco estágios nessa fase. Geralmente nesta ordem, mas nada impede que as ordens se alternem, ou até mesmo que não ocorram, pois é um período muito individual do ser humano onde as pessoas reagem de maneira diferente.
 
Primeiro estágio: Negação
A pessoa não acredita e tenta se enganar preferindo acreditar que aquilo não ocorreu. A negação é vista como uma autodefesa e alívio do impacto da notícia e por essa razão, ela costuma acontecer no início do processo, quando a pessoa se recusa a aceitar a perda.
 
Segundo estágio: Raiva
Sentimentos de raiva, dor, medo e culpa são comuns nessa fase. A pessoa pode direcionar essa raiva tanto para a pessoa que informou o acontecido, quanto ao fato que a causou, como um acidente ou doença. Algumas pessoas também podem acreditar que alguém poderia ter evitado a morte. No caso de suicídio, por exemplo, tendem a culpar os parceiros que terminaram o relacionamento e direcionar a raiva para essa pessoa. Muitas vezes as pessoas também questionam Deus como sendo injusto.
 
Terceiro estágio: Negociação/Barganha
A revolta da fase anterior não trouxe alívio. Então a pessoa finge que nada mudou. Que o relacionamento não terminou ou que a pessoa querida não morreu. Diz que vai melhorar, mudar, parar com isso ou aquilo. Normalmente, essa fase do luto dura pouco tempo ou pode até não aparecer.
 
Quarto estágio: Depressão
Fase de sofrimento, que pode ser leve, moderada ou intensa. As pessoas próximas, podem ouvir com paciência e estar ali, ao lado do familiar ou amigo. Não há muito mais o que se fazer, afinal, é normal ficar triste quando perdemos alguém ou algo importante para nós. Porém, se essa fase se arrastar por muito tempo o melhor a fazer é buscar ajuda médica especializada.
 
Quinto estágio: Aceitação
Com o sofrimento um pouco mais suavizado, a pessoa passa a pensar melhor e entender a situação. A vida começa a se refazer aos poucos, facilitando a aceitação do ocorrido e possibilidades de reações mais positivas. Começa a perceber que nem tudo em sua vida está acabado e perdido, que mesmo com as dificuldades e limitações, existe a possibilidade de se reestruturar sem a pessoa perdida.
 
 
Texto elaborado por Elisandra Rizzo – Psicóloga da saúde.
 
* Se você está passando por algumas dessas fases ou conhece alguém que esteja, procure ajuda especializada. O psicólogo e o psiquiatra saberão como te ajudar, afinal, você não está sozinho e não precisa passar por esse momento sem ajuda.

Elisandra Rizzo

 

 

 

 

Elisandra Rizzo

Psicóloga